sábado, 24 de outubro de 2015

A escolha certa do material esportivo para as crianças


Em tempos em que, cada vez mais cedo, as crianças começam a praticar esportes, e em que o mercado lança todos os meses novos produtos destinados a elas, fica a dúvida: como escolher o material esportivo para a criança? “A compra consciente deve levar em conta a qualidade do produto, que deve ser específico para a modalidade esportiva praticada pela criança, para evitar que ela sofra qualquer tipo de lesão”, explica Marcel Lenhaioli, proprietário do Ao Esporte Jundiaiense.

E o que significa uma compra consciente? Em primeiro lugar, não comprar produtos falsificados, que não têm qualidade nem tecnologia e são um perigo à saúde. Em segundo, investir nos materiais esportivos que se utilizam das tecnologias de ponta, mesmo que representem um custo mais alto. “As boas marcas já se preocupam, antes dos pais, em confeccionar produtos que preservem a integridade física da criança”, ressalta Marcel.

Com tantos lançamentos no mercado, fica difícil para os pais decidirem o que é imprescindível para a segurança da criança. Segundo Marcel, alguns itens são fundamentais. No caso do futebol, uma boa chuteira que estabilize os pés e tenha contraforte atrás para proteger o tendão de Aquiles, e a caneleira, para não machucar a tíbia e a fíbula. Se o esporte for tênis, a escolha da raquete deve levar em conta a altura e estrutura da criança, para que o aprendizado dos movimentos seja correto.

Na natação, sunga de helanca, óculos com antiembaçante e silicone para não entrar água, e touca de silicone, a melhor. Em todas as outras modalidades esportivas, a preocupação deve ser a mesma.



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Alimento integral: será mesmo?

Todos os que procuram ter uma vida mais saudável sabem que os alimentos integrais são indicados para a alimenta­ção do dia a dia, porém, se­rá que sabemos mesmo ava­liar quando o alimento é re­almente integral?
Um alimento é considera­do integral quando não pas­sa pelo processo de refina­mento, ou seja, não tem sua estrutura modificada no pro­cesso de industrialização e mantém as vitaminas, mine­rais e fibras. O processo de refinamento é utilizado pela indústria a fim de adicionar maior durabili­dade e melhor textura ao produto.
“O emprego da palavra “integral” no rótu­lo não significa que este alimento seja 100% integral”, explica a nutricionista Bárbara Pinheiro Possani. “Isso ocorre porque, segundo a Anvi­sa, não existem regras que estabeleçam valo­res mínimos para que o alimento possa ser considerado integral. Dessa maneira, pode­mos estar comprando um produto achando que ele possui apenas farinha integral em sua composição, mas, na verda­de, ele tem muito mais fari­nha branca.”
Como identificar se o produto é realmente integral?
Sempre é necessário ob­servar o rótulo, bem como a lista de ingredientes. Os in­gredientes que estiverem em maior quantidade no produ­to encontram-se em primei­ro lugar da lista. Quando um dos ingredientes for “farinha enriquecida com ácido fólico e ferro” significa que o pro­duto contém farinha bran­ca em sua composição. Des­sa maneira, para o alimento ser 100% inte­gral, o primeiro ingrediente citado no rótu­lo deve ser farinha integral e não deve con­ter farinha branca em sua composição. Fique atento, tenha cuidado com o que está adicio­nando na sua alimentação.



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Auxílio-acidente: o benefício não foi concedido, e agora?


O benefício de auxílio-acidente poderá ser conce­dido como indeni­zação, após confir­mação pela perícia médica do INSS de lesões decorren­tes de acidentes de qualquer nature­za que resultem em sequelas que impli­quem redução na capacidade para o traba­lho, discriminadas no anexo III, do decreto 3048/1999, conforme consta no texto da IN 77 (instrução normativa do INSS) em seu artigo 334.
Segundo a advogada Sâmia Regina de Campos Medraño (OAB/SP 333.539), o anexo citado carrega em seu conteúdo um rol exemplificativo de lesões a ser con­sideradas para a concessão do benefício do auxílio-doença; isso significa que não é por­que a lesão decorrente de acidente de traba­lho não consta no anexo III, que o benefício não será concedido. Será necessária a análi­se do caso concreto.
“É importante ressaltar que o entendimen­to dos nossos tribunais e da doutrina brasi­leira defende que a concessão do benefício do auxílio-acidente não pode ser restringida às hipóteses apenas contidas na lei”, diz ela. “Susten­tam ainda, que tais hipóteses são um rol me­ramente exemplificativo e não taxativo.
Outro ponto a ser esclarecido refere-se ao valor do benefício do auxílio-acidente, pois muitos acreditam que esse benefício não po­de ser inferior ao salário mínimo.”
Com a leitura do dispositivo legal que des­creve o auxílio-acidente como sendo uma in­denização pela redução parcial de sua capa­cidade para o trabalho, entendemos que o segurado não está incapacitado para o tra­balho e sim, com uma redução da capacida­de.
A advogada dá como exemplo o caso do professor. A maior e melhor ferramenta para o trabalho dos professores é a voz. Com o passar dos anos essa fer­ramenta de traba­lho devido ao uso excessivo das cordas vo­cais diariamente perde sua capacidade, re­sultando, assim, em alguns casos, em perda da capacidade vocal e, consequentemente, no caso de alguns professores, perda parcial da capacidade para o trabalho.
O simples fato de perda da capacidade vo­cal não significa que o professor não poderá continuar a ministrar suas aulas, pois o que ocorreu foi apenas uma redução na capaci­dade de trabalho. “Assim, podemos afirmar que o professor do exemplo acima tem o di­reito a receber o auxílio-acidente, porém o valor não será necessariamente equivalente a um salário mínimo, pois o professor conti­nuará a exercer sua profissão”, explica a advogada.
O segurado, portanto, não estará impossi­bilitado de exercer seu trabalho, assim como o auxílio- doença não virá para substituir a renda, mas apenas para compensar a perda parcial da capacidade para o trabalho.
Concluindo, se seu benefício de auxílio-aci­dente não foi concedido pelo INSS, isso não significa que você não tenha direito. Procu­re mais informações sobre seu caso com es­pecialistas na área.


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Vantagens dos óculos multifocais

Óculos multifocais apresentam a combinação de dois óculos juntos: o de longe (miopia ou hipermetro­pia com ou sem astigmatismo) e o de perto (presbiopia ou vista cansada). Ou seja, ele soma duas lentes numa única lente sem que haja uma níti­da separação entre elas. Me­lhor ainda, ele faz uma tran­sição gradual e suave do grau de longe para o intermediá­rio e então pa­ra o de perto, proporcionan­do uma visão nítida em to­das as distân­cias de foco.
Por isso, não dá para comparar a visão pro­porcionada por uma lente multifocal com uma bifocal. Muito menos com o fato de se ter dois óculos separados para longe e para perto. O multifocal acaba com o “tira e põe” de óculos, com a troca dos óculos pelos ou­tros ou com o esquecimento de onde os dei­xou. Sem mencionar a estética duvidosa de óculos pendurado no pescoço, na mão, na testa ou na ponta do nariz.
No entanto, o medo de usar o multifo­cal e não se adaptar parece ser contagiante. Todo mundo parece conhecer alguém que usou e não gos­tou, mas não é bem assim. A dificuldade de se adaptar aos óculos multi­focais vai de­pender do tipo de grau que a pessoa tem, da lente escolhida e da motivação da pessoa em se acostumar com esse tipo de óculos. O esforço, no entanto, valerá a pe­na quando você conseguir ter uma visão boa em todas as distâncias (perto e longe) sem precisar ficar trocando de óculos.


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Planeje antes de decidir dar um pet ao seu filho

Presentear crianças com um pet, especialmente cães, pode ser sempre algo cogitado pelos pais. A convivência de cães e crianças tem muitos benefícios, mas adotar um cão é mais do que simplesmente dá-lo ao filho em uma data festiva. Diferentemente de outras opções de presentes, um cão requer muita responsabilidade, o que não são todas as famílias que podem oferecer.
Para o bem do cão, pesquise! “Os cães precisam de espaço, de atenção, de alimentação, o que requer condições financeiras , entre outros requisitos”, diz Dan Wroblewski, especialista em comportamento animal. “Entender essas necessidades é fundamental para que ele viva bem. Por isso é importante se questionar: ´Eu terei tempo para me dedicar ao animal?´. Afinal, o filho é o presenteado, mas uma criança não tem condições de garantir o bem estar do pet, logo a responsabilidade está sempre a cargo dos adultos.”
Pensar no cão como um filho pode ajudar. Muitos casais planejam a vinda dos filhos considerando fatores muito parecidos com os citados acima. Quando se dá um cão de presente devido a uma data comemorativa, o planejamento pode não existir. Neste caso, a ação é feita por impulso e sem considerar as consequências de o animal viver com uma família despreparada. “Ele era pequeno e fofo, depois ficou enorme e dá muito trabalho é um exemplo de reclamação comum feita por pessoas que não pesquisaram”, ressalta o especialista.
Inocentes, as crianças podem não entender certos limites. Uma brincadeira pode machucar o animal e vice e versa. Será que os pais, na correria do dia-a-dia, terão tempo disponível para acompanhar o filho e o pet?
Criança e cães devem conviver?
Segundo Dan, sim. Ter um cão sempre será uma boa ideia quando a família estiver preparada. Adotar um cão é uma boa forma de se tornar uma pessoa mais disciplinada, afinal, é preciso dar banho, comida, educação, além de realizar passeios, limpá-los etc. O laço afetivo entre o cão e o seu dono, independentemente da idade, ensina a respeitar e a cuidar daqueles que gostamos. Além disso, há também as brincadeiras que ajudam no bom humor e na saúde de ambos.
“Cabe a cada família escolher, mas acredito que seja válido mencionar que existe um grupo de raças que são consideradas as melhores companhias. Nele estão raças como shitzus, chiuauas, bichon frises, maltes, pug, lhasa apso, pequinês e o bulldog francês. Há também grupo de cães de pastoreio, como o pastor de Shetland, o pastor alemão, o border collies, o australian sheppard e o welsh corgis”, explica.
Independentemente do cão escolhido, seja comprado ou adotado, o mais importante é o bem estar de todos. Planejamento e dedicação por parte dos donos fazem com que o cão não seja apenas mais um, e sim parte da família.



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Tire suas dúvidas sobre a vasectomia


Fazer ou não vasectomia? Dr. Camillo Loprete, urologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, responde os questionamentos mais comuns entre os homens sobre o procedimento:
A vasectomia é eficiente?
Sim, a vasectomia é um procedimento rápido (com duração de cerca de 30 minutos), ambulatorial, com anestesia local e de eficiência comprovada. Segundo o urologista, por meio de duas pequenas incisões (menores que um centímetro) na bolsa escrotal, a vasectomia interrompe o canal (ducto deferente) que conduz os espermatozoides dos testículos (onde são produzidos) para a uretra.
Como posso saber se o procedimento foi bem-sucedido?
Após realizar a vasectomia recomenda-se manter uso de métodos contraceptivos por 10 relações sexuais ou 10 ejaculações após a vasectomia. Passado esse período, o paciente deverá realizar o exame chamado espectrograma. Se ele for diagnosticado com azoospermia (ausência total de espermatozoides na ejaculação) a vasectomia foi bem-sucedida.
Como é a recuperação? Quantos dias são necessários para retomar a rotina, atividades físicas e vida sexual?
A recuperação é rápida. As atividades normais podem ser retomadas 24 horas após o procedimento. Recomenda-se esperar 7 dias para voltar às atividades físicas e de 5 a 7 dias para retomar a vida sexual.
A vasectomia altera a libido, a ereção e volume da ejaculação?
Libido, ereção e volume da ejaculação não são alterados com a vasectomia. “O procedimento apenas interrompe o escoamento natural dos espermatozoides e não a sua produção. Mas, devido ao não escoamento, a “fábrica” de espermatozoides (localizada no testículo) para de produzi-los com o tempo. No entanto, isso também não traz prejuízos à libido, ereção e volume da ejaculação”, diz Camillo Loprete.
E quanto à reversão da vasectomia? É um procedimento simples? E a recuperação?
A reversão é mais complexa do que a vasectomia em si. Por se tratar de um procedimento cirúrgico (2 a 6 horas de cirurgia), a recuperação é mais lenta.  De acordo com o urologista, o paciente fica internado no hospital em média por um dia e deve permanecer em repouso por uma semana antes de retomar sua rotina normal.   É necessário aguardar 30 dias para atividades físicas e 10 dias para retomar a vida sexual.
A cirurgia de reversão é eficaz? A produção de espermatozoides retorna em quanto tempo após a cirurgia?
A reversão da vasectomia nem sempre tem um resultado satisfatório. Mesmo se a cirurgia for um sucesso, a produção de espermatozoides pode sofrer alterações e as chances de engravidar a parceira diminuem. “A eficácia da cirurgia de reversão depende do tempo de vasectomia. Ou seja, quanto mais antiga for a vasectomia menores serão as chances de fecundação”, diz o urologista.
Confira como o tempo de vasectomia interfere na eficácia da cirurgia de reversão e, consequentemente, na chance de engravidar a parceira:  
TEMPO DE VASECTOMIA
CHANCE DE ENGRAVIDAR A PARCEIRA
Até 3 anos
50% a 60%
De 3 a 8 anos
40% a 50%
Mais de 8 anos
30% a 40%


domingo, 18 de outubro de 2015

Dietas rigorosas podem causar problemas cardiovasculares



As estações mais quentes do ano já chegaram e, junto com elas, a procura por restrições alimentares milagrosas, também conhecidas como dietas que prometem colocar o corpo em forma e recuperar todo tempo perdido de forma rápida. 

Segundo o cirurgião cardiovascular do Hospital Beneficência Portuguesa, Marcelo Sobral, quando o assunto é regime é preciso cautela e equilíbrio. “Uma dieta baseada somente em proteínas pode gerar uma hiperfiltração nos rins, que faz com que eles trabalhem mais para excretar a ureia, o que no futuro pode desencadear problemas sérios, como hipertensão, diabetes e inflamação nos rins. A falta de carboidratos reduz a energia do corpo causando fraquezas, cansaço e aumento dos radicais livres que podem danificar as células sadias do nosso corpo”, explica. 

Um estudo mostrou que dietas com muita proteína e pouco carboidrato podem fazer mal ao coração do sexo feminino. A pesquisa ouviu 43.396 mulheres de 30 a 49 anos e constatou que essa prática desequilibrada aumenta em até 60% as chances de problemas cardiovasculares.


“Dietas rigorosas podem até garantir a perda de peso, porém não podemos colocar em risco nossa saúde em troca de estética. O principal foco dessa mudança alimentar precisa ser a melhora da nossa qualidade de vida e a prevenção de doenças. Para se atingir um bom resultado o ideal é praticar atividades físicas, consumir alimentos saudáveis e sempre contar com a ajuda de um especialista, que indicará os métodos mais adequados para a necessidade de cada paciente”, finaliza Sobral.