quinta-feira, 24 de julho de 2014

Dicas para cuidar da pele no inverno



O friozinho do inverno pede cuidados especiais para a pele. Quem ainda não se previne deve saber que as rachaduras, as descamações e as coceiras tão comuns nesse período podem ser evitadas. As dicas de proteção são da dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Márcia Grieco, que diz que o uso de hidratantes pós-banho no corpo todo deve ser reforçado em áreas mais secas como cotovelos, joelhos e pernas.
Segundo a médica, durante o inverno é muito comum o abuso em banhos muito longos e quentes, além do uso generoso de sabonetes e esponjas, em várias passadas pelo corpo. Embora relaxante, a prática pode provocar uma diminuição da barreira lipídica (camada de gordura que envolve e protege a pele e seus anexos – pelos, cabelos, unhas e glândulas). Percebemos então ressecamento, descamações e aspereza geral da pele ou, em pequenos focos, às vezes, com muita coceira. É o que chamamos de xerose e eczemas, principalmente em dorso, braços e pernas.
As baixas temperaturas, em contraste com os ambientes aquecidos e com a diminuição da umidade do ar, agravam esse quadro. No entanto, o inverno também pode representar uma época ideal para realizar tratamentos estéticos e rejuvenescedores, pois a exposição ao sol é menor e em áreas menos expostas. Logo, podemos lançar mão do uso de ácidos (retinóico, glicólico e outros), na forma de cremes noturno e também na aplicação de peelings no consultório.
Confira outras dicas:
  • Evite banhos muito quentes e demorados (um ou, no máximo, dois ao dia);
  • Não use buchas, esponjas e esfoliantes;
  • Cuidado com o excesso de sabonete. Dê preferência aos brancos com Ph neutro e ensaboe somente face, axilas, virilha e pés;
  • Prefira sempre tecidos naturais em contato com a pele;
  • Use hidratantes pós-banho no corpo todo, com reforço em áreas mais secas como cotovelos, joelhos e pernas. As substâncias mais usadas são à base de ureia, ceramidas, alfa e alfahidroxiácidos que devolvem a camada de proteção à pele e aos seus anexos – pelos, cabelos, unhas e glândulas;
  • Hidrate-se também por via oral. É indicado de um a dois litros de água por dia;
  • Não dispense o uso do filtro solar FPS 30. Mesmo no inverno, os raios UVA/UVB continuam atingindo o corpo e podem levar ao fotoenvelhecimento e câncer de pele.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Você sabe o que é embolia pulmonar?


A embolia pulmonar é causada quando um coágulo se desprende de algum vaso sanguíneo e obstrui a artéria pulmonar. Normalmente, esse coágulo (também conhecido como trombo ou êmbolo) se solta de vasos dos membros inferiores. A gravidade da TEP, sigla de tromboembolia pulmonar, varia de acordo com o tamanho do coágulo.
Segundo a dra. Andrea Sette, pneumologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, há casos menos graves em que não há repercussão hemodinâmica, ou seja, na circulação sanguínea. Porém, os casos mais graves de TEP, com formação de trombos muito grandes, podem causar parada cardíaca e levar a pessoa a óbito antes mesmo que ela chegue ao hospital.
Os sintomas mais frequentes da embolia pulmonar são:
Dor torácica: é uma dor no peito, mas diferente da dor do infarto. O paciente sente dor quando respira, como se houvesse uma fisgada no pulmão.
Falta de ar: dependendo da extensão da TEP, o indivíduo sente muita falta de ar.
Mal-estar: o paciente pode ter um mal-estar muito grande, com queda de pressão abrupta.
Taquicardia: na maioria dos casos, o coração dispara subitamente. No caso de um coágulo muito extenso, há uma sobrecarga do ventrículo direito, que vai á falência, causando a parada cardíaca. Por este motivo, ocorre o óbito.
Segundo a médica, um indivíduo com este quadro deve ser levado imediatamente para o hospital. O paciente que chega com estes sintomas deve ficar internado em terapia intensiva (UTI). Em geral, o tratamento é feito com anticoagulantes.
Doenças que aumentam a viscosidade do sangue são fatores de risco para a embolia pulmonar. Fumantes, pacientes de câncer, mulheres que tomam anticoncepcionais, pessoas com mobilidade reduzida nas pernas ou que sofreram grandes traumas, fraturas ou que ficaram acamadas têm maiores chances de desenvolver TEP. Voos prolongados, que dificultam a mobilidade, também podem levar à trombose.
Quanto mais fatores associados, maior a possibilidade de a pessoa sofrer uma embolia. Uma mulher, por exemplo, que usa anticoncepcional, fuma e pega um voo longo têm maior probabilidade de desenvolver tromboembolismo.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Você conhece a Terapia Cognitivo Comportamental?


Em nossas vidas temos diversas atividades do cotidiano para desempenhar; mas no entanto, o que faz uma mesma tarefa ser muito fácil para uma pessoa, mas extremamente difícil e dolorosa para outra?
Isso acontece porque cada pessoa percebe o mundo e as situações de formas diferentes e atribui significados diversificados a um mesmo estímulo. Por exemplo, quando encontramos com um amigo na rua e ele não nos cumprimenta, surge em nossa mente pensamentos automáticos como “nossa, ele deve estar com muita pressa!”. Ou: “Como ele mudou, está se achando, não quero mais falar com ele!”. Na primeira situação, a interpretação não suscita nenhuma reação orgânica ou emocional de desconforto, já na segunda hipótese o pensamento pode provocar o sentimento de raiva. Dessa maneira é possível constatar que uma única situação causa percepções distintas e, consequentemente, comportamentos também.
De acordo com a psicóloga Juliana Maximila de Paula Bueno, a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é o processo terapêutico direcionado pela Teoria Cognitivo Comportamental, que tem por objetivo identificar como o indivíduo percebe a si e o mundo. A percepção está relacionada à forma como avalio as situações ao meu redor e qual significado atribuído a elas. Acredita-se que o sofrimento das pessoas tenha origem nas possíveis distorções feitas nessas avaliações.
Essa teoria concebe que a cognição (pensamentos) tem um impacto significativo sobre os sentimentos, comportamentos e reações fisiológicas, isto é, a forma como pensamos está diretamente relacionada com o que nós sentimos e como nos comportamos frente a um evento. Assim, o psicólogo ajudará na identificação de pensamentos e possíveis distorções cognitivas, para então fazer um plano de tratamento adequado a fim de minimizar os sintomas físicos, comportamentais e emocionais.
A TCC proporciona também ao paciente o autoconhecimento, uma vez que ele passa a conhecer e tornar consciente seus pensamentos e entende a causa de seus comportamentos e sentimentos. Aprender sobre quem somos e como agimos é o primeiro passo para aceitar as nossas dificuldades e a partir de então poder escolher estratégias reais para enfrentá-las. Por fim, a TCC visa desenvolver formas realistas de percepção de si e do mundo, promovendo assim uma melhor qualidade de vida ao paciente.

domingo, 20 de julho de 2014

Trate a dor crônica com Microfisioterapia



Muitas pessoas tendem a ignorar alguma dor que sentem, não dando a ela a devida importância. É preciso lembrar sempre que dor é um aviso do nosso organismo, querendo informar-nos de que algo não está bem. É, portanto, um importante mecanismo de defesa e de preservação da nossa vida e deve ser devidamente valorizada e interpretada, para que se possa eliminar a causa que a originou.
A dor crônica é debilitante e apresenta consequências nefastas para a condição física, psicológica e o comportamento. Segundo a fisioterapeuta Kellen C. Z. de Losso Ganzerla, seus portadores desenvolvem depressão, deficiências psicomotoras, lembranças e sensações de perda, que muitas vezes guardam pouca relação com o quadro doloroso.
Quase sempre é possível estabelecer uma relação de causa-efeito entre algum distúrbio e a dor dele resultante. Nesses casos, devemos procurar eliminar a causa inicial, porque a dor, que é mera consequência, desaparecerá “automaticamente”.
Qualquer dor, seja ela aguda ou crônica, tenha ela causa conhecida ou não, tem sempre um componente psicológico. Esse componente psicológico é extremamente variável de pessoa para pessoa, e é modificado e influenciado por fatores culturais, étnicos, sociais e ambientais. Há pessoas que, mesmo sentindo dor forte, têm perfeito controle sobre si. Outras, com a mesma dor, tomam atitudes irracionais, reagem de forma anômala frente ao estresse da dor.
Dores crônicas costumam ter ainda mais envolvimento emocional que as dores agudas e as reações das pessoas são as mais variadas. Algumas se entregam, resignadas, e se habituam com a previsão de senti-la pelo resto de suas vidas. Outras encaram a dor, procuram ajuda, combatem, e muitas vezes a vencem, ou pelo menos a minimizam a ponto de levarem uma vida bastante normal e emocionalmente equilibrada.
A Microfisioterapia desativa nas células a memória de traumas que podem gerar disfunções no organismo. É uma técnica de tratamento que identifica a causa primária de uma doença ou sintoma e estimula a autocura, sendo, portanto, uma forte aliada no tratamento contra as dores crônicas.

sábado, 19 de julho de 2014

Hidrate bem a sua pele!



A falta de hidratação natural deixa a pele seca e menos resistente às agressões dos fatores ambientais. Isso se deve a alteração no manto hidrolipídico – localizado na região mais superficial da pele, composto por proteínas, substâncias hidrossolúveis e lipídeos – e deixa a pele com uma aparência opaca, áspera, com textura fina e sensível. O ressecamento também contribui para o envelhecimento precoce, aparecimento de vermelhidão e coceira. E a época em que mais ocorre a queixa de pele seca é no inverno, pois, no frio, as glândulas sebáceas e sudoríparas ficam menos produtivas, o que causa a falta de lubrificação natural da pele.
Segundo a dermatologista Daniela Schmidt Pimentel (CRM-SP 112.165), no inverno, o clima fica mais seco, os banhos ficam mais quentes e as pessoas bebem menos água. Além do ressecamento, a o frio pode causar reações à pele se ela não receber uma hidratação correta. A dermatite atópica (manchas ásperas na pele) e as indesejáveis coceiras, também denominadas de prurido, são algumas das reações mais comuns neste período de baixa temperatura.
Cada pele uma hidratação 
O processo de hidratação dependerá das características da pele de cada indivíduo, independentemente da idade ou do sexo. O mais importante é avaliar as necessidades individuais de cada um e os antecedentes pessoais e/ou familiares, como os antecedentes alérgicos, já que as pessoas acometidas de bronquite, rinite e asma tendem a ter a pele mais ressecada ou sensível. 
De acordo com a dermatologista, a hidratação deve ser individualizada para cada região do corpo, conforme a necessidade de cada paciente.  Como cada pele tem uma peculiaridade não existe um ativo mais indicado para cada uma, mas sim a base mais adequada. As diferenças ficam por conta dos veículos e da adição de ativos com outra ação que não a hidratação. Por isso, é fundamental conhecer não apenas as especificidades de cada tipo de pele, mas também os processos de hidratação, para deixar a pele bonita e saudável, mesmo nos dias mais frios.O número de vezes que o hidratante será usado dependerá da indicação. Caso o paciente possua uma pele extremamente ressecada, como por exemplo quem sofre com dermatites atópica, a orientação é que a hidratação seja realiza de duas a três vezes ao dia.
No caso de adolescentes que têm problemas de acne existem hidratantes específicos para peles oleosas e acneicas. Os sabonetes para acne e alguns produtos utilizados para o tratamento deste problema, como retinoides tópicos e o peróxido de benzoila podem ressecar a pele, e na época do inverno isso pode ser ainda mais evidente. Para estes pacientes é importante ter um hidratante prescrito pelo dermatologista para que possa ser usado durante o tratamento.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Treinamento funcional: um treinamento eficiente



Treinamento Funcional (TF) tem como proposta trabalhar o corpo de maneira integrada, utilizando diferentes estímulos/tarefas que representam padrões do movimento humano como saltar, agachar, girar, correr, puxar e empurrar. Segundo a educadora física Ana Ruy, pela aplicabilidade de diferentes métodos consegue-se desenvolver, assim, diferentes capacidades físicas: força, resistência, equilíbrio coordenação, velocidade e flexibilidade. 
Treinamento funcional – para quem?
Pessoas comuns: pessoas que procuram qualidade de vida, saúde, emagrecimento, fortalecimento muscular e melhora nas atividades diárias.
Pessoas ativas: para aqueles que praticam algum esporte com frequência e necessitam de reforço muscular para evitar lesões, e/ou que procuram perda de gordura e ganho de massa muscular.
Atletas: para quem procura melhora na performance e rendimento esportivo. Para atletas que necessitam não somente ficar mais forte e sim aumentar sua capacidade esportiva para obter melhores resultados.
Treinamento Funcional – como acontece?
A aplicação do treinamento funcional não se limita somente aos treinos de atletas e, sim, para todos, pois adquirir uma funcionalidade total do corpo é também uma questão de necessidade básica, ou seja, diariamente precisamos ter equilíbrio para ficarmos eretos e caminharmos, força muscular e flexibilidade para agacharmos (sentar e levantar), para carregarmos algum objeto ou empurrarmos algo. Dessa forma, o treinamento funcional apresenta-se como padrões de movimento (empurrar, puxar, agachar, correr e saltar) e durante a aula ou treinamento são combinados exercícios e/ou tarefas com esses objetivos. Cada aula ou sessão pode combinar um ou mais objetivos (padrões de movimento). O ideal é buscar sempre a integralidade e equilíbrio muscular.
Hoje em dia, o Circuito Funcional é uma aula bem dinâmica, em que vários padrões de movimento são exercitados, obtendo assim um alto gasto calórico e aumento de performance e o melhor dessa aula é que cada um faz no seu limite, respeitando suas características físicas.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A doce (e difícil) tarefa de criar filhos



Sabemos que criar um filho nos dias de hoje não é tarefa fácil. A falta de tempo, o excesso de trabalho, de informação, a rotina agitada, o cansaço físico, o estresse cotidiano, entre outras características do mundo atual, mexem com toda a estrutura familiar que já não é mais a mesma de antigamente. Infelizmente, algumas crianças acabam sofrendo as consequências, passando por momentos difíceis durante o seu desenvolvimento.
Caso seu filho apresente alguns desses sinais, causando preocupação e angústia, é importante buscar ajuda e iniciar um trabalho que possa minimizar o sofrimento, auxiliar no bom desenvolvimento e oferecer, também, um espaço de escuta e acompanhamento familiar, muitas vezes evitando que problemas mais graves possam surgir ao longo do percurso.Mesmo partindo do princípio de que cada casal projeta o melhor futuro para o filho, muitas vezes o encanto acaba se quebrando, e aparece a dura realidade de que nem tudo é como o esperado ou planejado. A criança passa a dizer de diversas formas que algo não está caminhando muito bem e por isso é importante ficar atento a alguns sinais como: insônia, dificuldades na amamentação ou alimentação, recusa no olhar para mãe ou cuidador, birras insistentes e intensas, problemas na fala ou comunicação, problemas na relação com os pais e outras crianças, isolamento, inibição, apatia, agitações, problemas com limites, doenças orgânicas recorrentes etc.
Por meio do atendimento psicanalítico é possível lidar com tais questões, sem que o papel principal dos pais seja substituído por uma saber teórico e científico, ajudando-os a manter a espontaneidade e a relação única que existe entre pais e filho e que, muitas vezes, acaba sendo abalada pela culpa e pelo excesso de informações balizadas encontradas nos diversos meios de comunicação.
A realidade de uma criança que traz questionamentos não deve ser escamoteada, mas sim comunicada com o cuidado devido para evitar uma paralisação dos pais frente aos problemas do filho, garantindo suas funções parentais, assegurando um futuro digno de uma criança que possa se tornar um sujeito desejante, que faz escolhas, recusas e que enfrenta o desconhecido e os obstáculos da vida como qualquer outro cidadão!
(Artigo das psicanalistas Fabiana S. PellicciariJuliana M. Nivoloni)