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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Preciso usar aparelho auditivo?


Existem vários sinais que aparecem no dia a dia e indicam uma possível perda auditiva. O que devemos ob­servar? Confira as dicas da fonoaudióloga Janaína Faber Moreira (CRFa 8695) 
- Quando a pessoa não entende o que lhe é falado, tanto ao telefone quanto em locais barulhentos;
- Quando passa a achar que as pesso­as estão falando mui­to baixo;
- Quando a TV ou o rádio precisam ficar em volume alto para que se entenda o que está sendo dito;
- Se ela não enten­de a conversa e, pa­ra não ficar pedindo para o outro repetir, dá respostas erradas ou que fogem ao tema da conversa;
- Quando ela pede várias vezes para as pessoas repetirem o que disseram;
- Se ela não ouve todos os sons que as ou­tras pessoas ouvem, com o telefone, cam­painha etc.
- Se ela percebe que apareceu um zumbi­do, que é um apito ou chiado no ouvido;
- Se ela passa a se isolar das conversas;
- Quando ela diz que ouve, mas não enten­de o que foi falado.
Em quaisquer desses casos, a pessoa pre­cisa fazer o teste de audição, ou audiometria. O médico otorrinolaringologista poderá fa­zer a avaliação completa de sua audição e en­caminhar para uma fo­noaudióloga, na neces­sidade de adaptar uma prótese auditiva.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Você sabe o que é o transtorno do processamento auditivo?


Pessoas com dis­túrbio do proces­samento auditi­vo ouvem, mas têm dificuldade em entender, ar­mazenar e muitas vezes localizar esse processo de linguagem. Geralmen­te apresentam dificulda­de em entender uma con­versa com ruído de fun­do. Fazem grande esforço para se manter concentrados, e na maioria das vezes têm problemas de leitura, escrita e linguagem, como, por exemplo, dificulda­des em contar histórias.
Segundo a fonoaudióloga Cíntia Fabiane Massarenti (CRFa 12627/CFFa 3063/05), o processamento auditivo central é o meio que o sistema nervoso central usa para a in­formação que chega dos ouvidos, ou seja, o que o cérebro faz com o que ouvimos. Algu­mas pessoas têm a dificuldade em realizar certas habilidades, o que possivelmente aca­ba levando à dificuldade em seu meio de con­vívio. “Crianças que muitas vezes não vão bem na escola e são caracterizadas como preguiço­sas, desatentas, agitadas, adultos com sérias dificuldades em memorização, entendimento, ou ainda as pessoas portadoras de aparelho auditivo com dificuldades no entendimento, todos estes podem apresentar o transtorno do processamento auditivo central”, explica ela.
Como identificar? Deve ser feita uma en­trevista detalhada com um profissional, seja otorrino, psicólogo, fonoaudiólogo e, caso a pessoa apresente algumas queixas, é neces­sário realizar o teste do processamento au­ditivo central. Geralmente, as queixas são: dificuldade de aprendi­zagem; troca de letras ao falar ou escrever; dificul­dade de memória; desa­tenção/distração; can­saço rápido quando está assistindo aulas/pales­tras; dificuldade em pres­tar atenção em ambientes ruidosos; pedir para repe­tir “o quê?”, “hã” várias ve­zes; não conseguir enten­der bem o outro; dificuldade em conversas com várias pessoas ao mesmo tempo, e prin­cipalmente, dificuldade em realizar uma se­quência de atividades solicitadas.
Então, o que fazer? “Caso haja alguma sus­peita de alteração do processamento audi­tivo, o profissional procurado, após levan­tar um histórico clínico detalhado, solicita­rá o teste do processamento auditivo cen­tral, que é realizado por um fonoaudiólogo habilitado. Nele é possível identificar quais as habilidades alteradas”, diz a especialista.
As alterações têm possibilidades de ser revertidas com treina­mento em cabina e em sala para maior efi­cácia, tendo como base a plasticidade audi­tiva cerebral, pensando que estamos inseri­dos no universo social onde boa parte de nos­sas condutas, conhecimentos, valores e cren­ças provém dos grupos sociais que estamos inseridos. “Com o trabalho é possível obser­var resultados positivos em todos os aspec­tos, incluindo autoestima”, finaliza. 


sábado, 8 de novembro de 2014

Fonoaudiologia ajuda a tratar ronco e apneia

A Síndrome da Apneia e Hipoapneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) é caracterizada, segundo a Academia Americana de Medicina do Sono, por episódios recorrentes de obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores (VAS), e é definida como sendo uma doença crônica, progressiva, incapacitante, com alta mortalidade, no qual o fluxo de ar é diminuído na hipoapneia e completamente cessado na apneia.
A SAHOS é caracterizada por sintomas noturnos e diurnos. Nos sintomas noturnos estão presentes as pausas respiratórias, sono agitado com múltiplos despertares, sudorese, engasgos, insônia noturna (mais presentes em mulheres). Entre os diurnos estão: hipersonolência diurna, cefaleia matinal, déficits neurocognitivos, déficits de memória e atenção, alterações de personalidade, redução da libido, sintomas depressivos (principalmente nas mulheres), ansiedade, hipertensão pulmonar, problemas sexuais e estresse.
O diagnóstico da SAHOS é realizado por meio da avaliação clínica e confirmado pelo estudo polissonográfico, que consiste na monitorização do sono durante uma noite, permitindo a avaliação de vários parâmetros.
A redução da tonicidade dos músculos da faringe e genioglosso promove o estreitamento das VAS, ocasionando um aumento da velocidade do fluxo aéreo, gerando uma vibração do palato mole e dos tecidos da faringe, produzindo, em última análise, o ronco, ruído que pode ocorrer durante o sono, gerado predominantemente na inspiração e causado pela vibração dos tecidos moles na orofaringe.
O portador de SAHOS apresenta ronco interrompido pelos episódios de parada respiratória (ronco cíclico e intenso), enquanto os indivíduos que não possuem a síndrome apresentam ronco suave e contínuo (menos intenso).
O tratamento convencional e mais indicado até os dias de hoje é o aparelho CPAP (aparelho de pressão positiva contínua nas vias aéreas). No entanto, é um tratamento que apresenta baixa adesão no longo prazo, por causar desconforto, como ressecamento da mucosa nasal e oral, alguns pacientes sentem claustrofobia, e por ser um aparelho de custo elevado.
Na busca por tratamentos de baixo custo, maior aceitabilidade e resultados praticamente imediatos pelos indivíduos roncadores e apneicos, surgiu uma nova proposta de tratamento, baseada no trabalho oromiofuncional, realizado em consultório fonoaudiológico.
Tendo em vista que uma das principais causas do ronco é a deficiência muscular das partes moles da orofaringe está a especialidade que previne e reabilita deficiências musculares da face por meio de exercícios específicos para cada estrutura.
A contribuição da Fonoaudiologia nesses casos fundamenta-se na terapia miofuncional, partindo da conscientização do problema e da necessidade de sua correção, da melhora da postura corporal, da realização de exercícios específicos e, por fim, de um período de reforço visando à manutenção dos novos padrões alcançados com a fonoterapia.
(Artigo das fonoaudiólogas Laura Trippe e Vanessa Vaz )

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Terapia fonoaudiológica x autismo infantil

O autismo é considerado um transtorno do desenvolvimento de manifestação precoce, com início antes dos três anos, e que se caracteriza por comprometimento na interação social, comunicação e comportamento, com interesse restrito e repetitivo. Sua causa permanece desconhecida e os déficits vão desde peculiaridades leves a graves.
Pelo prejuízo na socialização o portador tem dificuldade em interagir, assim parece ignorar os pais e não estabelece um contato visual; com o passar dos anos percebe-se uma dificuldade para compartilhar suas emoções, o que restringe a atividade em grupo e as amizades.
O diagnóstico precoce é fundamental. Um grupo americano (AAP.org) levantou recomendações de alerta para o autismo. Indicações para o encaminhamento imediato ao especialista incluem ausência de gestos e/ou balbucio em 12 meses, ausência de palavras isoladas em 16 meses, ausência de frases espontâneas com pelo menos duas palavras aos 24 meses e a perda ou regressão de qualquer linguagem ou habilidade social em qualquer idade.
Crianças autistas apresentam alterações importantes de linguagem, principalmente no aspecto funcional. A comunicação representa seu distúrbio mais importante e os estudos mais recentes utilizam parâ-metros baseados na teoria pragmática.
Quanto mais cedo se dá o desenvolvimento da linguagem nos quadros de autismo, melhor o prognóstico. A terapia fonoaudiológica na década de 80 tinha o objetivo de treinar gestos simbólicos favorecendo o treino da fala. Atualmente, está provado que intervenções feitas em situações naturais, com a criança exposta a situações de interação, facilitação, transferência e colaboração, dão maior resultado dando um novo impulso às terapias fonoaudiológicas.
Todos os aspectos podem ser trabalhados em situações naturais contextualizadas, englobando aspectos como iniciativas de comunicação, atenção conjunta, contato ocular, atividade simbólica e desenvolvimento cognitivo.
É evidente a importância de um trabalho fonoaudiológico individual precoce com crianças autistas, visando, por meio de metas terapêuticas adequadas, a interação social, troca de turnos interacionais e, consequentemente, aquisição da linguagem oral e compreensão do processo de comunicação.

Artigo da especialista nos Distúrbios do Especto do Autismo Milene Rossi Barbosa